Filosofia
Deus perdoou-me por não acreditá-lo. Já o neguei e fui perdoado, mas pelo que vejo em ti não poderei sê-lo...
O que tu me levas a ver constitui minha maior blasfêmia: “Deus não é perfeito”. Ao vislumbrá-la cheguei a essa conclusão: foi contigo que Ele cometeu seu primeiro “erro”, pois lhe deu maior quantidade daquilo que pode ser denominado “Belo”, lhe deu mais beleza e esta foi dada ao acaso, por um acidente, assim sendo, não foi só um erro que se cometeu, Ele também foi injusto: fez-lhe mais bela que as outras!
Fui perdoado por ser um ímpio, por ser blasfemador, mas por vê-la tão Bela não poderei ser remitido; Ele é grandioso, e consegue me afligir: tenho nos meus olhos o meu maior castigo.
Posso ser perdoado pela negação como pela falta de crença, mas não poderei sê-lo por ser um amante dos atributos e predicados do Belo daquilo que em ti vejo!
Tu nascestes com a beleza, fora feita ao acaso e eu por sabê-lo serei castigado mil vezes quando vê-la: pois a verei mil vezes, meu pecado é por ver o acidente Dele em ti... O pecado está nos seus atributos ( e nos meus olhos) e desse nao serei perdoado, está para além do pecado primeiro: todo pecado nasce do olhar e você me traz isso a tona, pois me ensinou a ver o mundo, nao me fez ver Deus no Mundo, mas em Ti mesma...
Razão
É pelo Sentido que me guio no meu caminho:
A pele se arrepia!
E você me leva a razão.
E me dá mais sentido...
O perder o Sentido!
Regresso à razão, mas me falta o arrepio!
É o querer que me faz livre?
Não, não mesmo, são teus braços...
Que me prendem e me libertam... Dessa razão de tê-la em meu caminho sem Sentido e sem Razão;
Meu unico Sentido, qual é?
O arrepio!
Anima ou Alma
Não quero teu corpo,
Me dê tua alma!
Quero lhe penetrar fundo
Não quero e não te encontro Alma
No olhar
Me dê o suspiro!
É onde a sinto e a encontro
Porque quando lhe penetro fundo
Ali me perco...
É para além do âmago...
Roubo-te o ar e ganho o desejo,
E o suspiro
Ah, a falta [de ar] (...)
A dificuldade do respirar
O salgado do suor e
O gemido do Gozo
Não, não os quero
Isso tudo tampouco me importa!
Não! Não o corpo
Não aspiro isso: Aspiro o infinito o ininteligível;
Aspiro o ar que te roubo!
Me dê tua alma pois
Que o corpo pertence ao Gozo!
Deus perdoou-me por não acreditá-lo. Já o neguei e fui perdoado, mas pelo que vejo em ti não poderei sê-lo...
O que tu me levas a ver constitui minha maior blasfêmia: “Deus não é perfeito”. Ao vislumbrá-la cheguei a essa conclusão: foi contigo que Ele cometeu seu primeiro “erro”, pois lhe deu maior quantidade daquilo que pode ser denominado “Belo”, lhe deu mais beleza e esta foi dada ao acaso, por um acidente, assim sendo, não foi só um erro que se cometeu, Ele também foi injusto: fez-lhe mais bela que as outras!
Fui perdoado por ser um ímpio, por ser blasfemador, mas por vê-la tão Bela não poderei ser remitido; Ele é grandioso, e consegue me afligir: tenho nos meus olhos o meu maior castigo.
Posso ser perdoado pela negação como pela falta de crença, mas não poderei sê-lo por ser um amante dos atributos e predicados do Belo daquilo que em ti vejo!
Tu nascestes com a beleza, fora feita ao acaso e eu por sabê-lo serei castigado mil vezes quando vê-la: pois a verei mil vezes, meu pecado é por ver o acidente Dele em ti... O pecado está nos seus atributos ( e nos meus olhos) e desse nao serei perdoado, está para além do pecado primeiro: todo pecado nasce do olhar e você me traz isso a tona, pois me ensinou a ver o mundo, nao me fez ver Deus no Mundo, mas em Ti mesma...
Razão
É pelo Sentido que me guio no meu caminho:
A pele se arrepia!
E você me leva a razão.
E me dá mais sentido...
O perder o Sentido!
Regresso à razão, mas me falta o arrepio!
É o querer que me faz livre?
Não, não mesmo, são teus braços...
Que me prendem e me libertam... Dessa razão de tê-la em meu caminho sem Sentido e sem Razão;
Meu unico Sentido, qual é?
O arrepio!
Anima ou Alma
Não quero teu corpo,
Me dê tua alma!
Quero lhe penetrar fundo
Não quero e não te encontro Alma
No olhar
Me dê o suspiro!
É onde a sinto e a encontro
Porque quando lhe penetro fundo
Ali me perco...
É para além do âmago...
Roubo-te o ar e ganho o desejo,
E o suspiro
Ah, a falta [de ar] (...)
A dificuldade do respirar
O salgado do suor e
O gemido do Gozo
Não, não os quero
Isso tudo tampouco me importa!
Não! Não o corpo
Não aspiro isso: Aspiro o infinito o ininteligível;
Aspiro o ar que te roubo!
Me dê tua alma pois
Que o corpo pertence ao Gozo!

Nenhum comentário:
Postar um comentário